sábado, 16 de maio de 2009

Minha cuca ficar odara

Um espaço para celebrar, tal como na música de CaetanoVeloso, o que há de melhor na vida. Como um manifesto por uma imprensa feliz, que saiba extrair do mundo o que ele tem de mais bonito, as idealizadoras da Revista Odara, em fase de construção, desejam que seus leitores se deliciem com cinema, música, literatura, arte e o que mais interessar a pessoas dotadas de um olhar contemplativo para a beleza. Isto porque, para enxergar as coisas miúdas, precisamos educar o nosso olhar, fazer com que os olhos cintilem ao se deparar com o invisível. Talvez não só o olhar, mas todos os sentidos. Ao tato, o impalpável. Aos ouvidos, música sem nexo para esfriar a espinha. É preciso um coração quieto para perceber as grandezas do infímo, como diz a expressão do livro do poeta Manoel de Barros. Como esse pequeno texto que, escrito em alguns instantes, forja linhas eternas. Limitadas apenas pelas margens da tela, fluidas para desaguar em outros rios. Não se sabe se encontrarão fim, se chegarão ao infinito ou se deterão no pensamento. As palavras são aladas. Talvez se percam e nunca mais a encontremos. E aqui eu prendo apenas um vamos nos dedicar àquilo que deve ser celebrado. E deixo que Caetano acompanhe vocês nessa viagem.